Avançar para o conteúdo principal

VIVER DE PÉ - Exposição de Bengalas do Museu Municipal Santos Rocha



No dia 30 de Março de 2010, tive conhecimento de uma exposição sobre Bengalas, aberto ao público no Museu Municipal Dr. Santos Rocha, na Figueira da Foz.

Aqui, apresento um breve comentário, expressando a minha opinião e alguns (os principais) conhecimentos por mim adquiridos durante a visita.

A exposição, de nome “Viver de Pé”, apresenta uma vasta colecção de Bengalas, pertencente em tempos, ao Conde de Vinhó e Almedina (um grande coleccionador Figueirense), e mais tarde, doadas ao Museu.

As bengalas expostas são, na sua maioria, oriundas do século XX e eram usadas especialmente em serviços militares ou pela própria realeza (por exemplo, em Angola, na África Ocidental).

Podem passar por acessórios de moda, sinais de beleza e educação, mas também como um símbolo de posse/poder, instrumento de conquista e de comunicação.

No processamento de fabricação de uma bengala, começa-se por se retirar ripas de 1,20m de uma prancha de madeira; coloca-se a extremidade da ripa numa panela de água a ferver, para ser dobrada e moldada; depois dos moldes retirados, a ripa está já pronta a ser trabalhada, por artesãos especialistas na matéria.

As bengalas são quase todas constituídas pelo corpo em madeira (ou cana) e a ponteira em ferro, latão, arame, chifre ou aço. Antigamente, eram decoradas com alguns motivos étnicos (através de tecidos ou missangas) ou simplesmente com alguns desenhos e diversos formatos; por vezes, eram também aplicados materiais ricos, como o ouro, o marfim, ou a prata.

Achei esta exposição muito bem organizada e acessível a qualquer classe etária. Iniciativas como esta são óptimas, na medida em que se expõem consideráveis colecções desconhecidas do público em geral.

Marta Azevedo

30/Março/2010

Comentários

Mensagens populares deste blogue

À Conversa com...Margarida Bessone

O Sinal foi conversar com a professora Margarida Bessone que, durante 40 anos, foi professora nesta escola e que acaba de se aposentar. Sinal: Por que decidiu ser professora? Margarida Bessone: Sempre gostei de português e francês, aliás eram as minhas disciplinas preferidas. Ainda ponderei a hipótese de seguir Psicologia, mas era preciso Matemática e isso estava fora de  questão. Sempre gostei muito de literatura, lia horas a fio. O ensino foi uma escolha natural. S.: Que balanço faz da sua vida como docente? M.B.: É um balanço muito positivo. Gostei sempre muito da minha profissão. A certa altura pensei que se não tivesse sido professora teria sido atriz, mas no meu tempo de rapariga essa opção era impensável, pois havia um certo preconceito face à profissão:teria de sair de casa e ir para um ambiente totalmente diferente. Apesar disso, gostei sempre muito de dar aulas, de ensinar, de ver os progressos dos alunos. Às vezes, quando encontro antigos alunos, recordamos em conjunto ...

Entrevista a Maria Raimundo, Presidente da Associação de Estudantes

O Sinal foi conversar com a recém-eleita Presidente da Associação de Estudantes, Maria Raimundo, aluna do 12.º D, que simpaticamente se predispôs a responder às nossas perguntas. Sinal - Por que motivo decidiste candidatar-te ao cargo de presidente da AE e o que significa este cargo para ti? Maria Raimundo - Quero, em primeiro lugar, agradecer o vosso convite para responder a estas perguntas. Sinto-me lisonjeada enquanto Presidente da Associação de Estudantes da ESJC e também enquanto jovem figueirense. Sempre me considerei uma pessoa altruísta e, simultaneamente, proativa. A preocupação com os que me rodeiam e o seu bem-estar aliados à minha vontade de querer sempre estar envolvida em projetos da comunidade culminaram na questão “Que posso fazer para tornar a minha escola num sítio mais acolhedor e mais dinâmico?”.  Afinal, é aqui que passamos a maior parte do nosso tempo. A decisão de criar uma lista para a Associação de Estudantes e, consequentemente, de me candidatar para a s...

À conversa com..... o Dr. Carlos Santos, Diretor da JC

Jornal Sinal foi entrevistar o Dr. Carlos Santos, diretor cessante da escola Secundária dr. Joaquim de Carvalho. Para já ficam algumas notas biográficas. Nasceu na Figueira da Foz e estudou nesta escola. Licenciou-se em Filosofia na FLUC. É casado, e pai de dois filhos, que também foram alunos da nossa escola. Lecionou em diferentes escolas secundárias, como o próprio explica. Carlos Santos - Por onde é que eu andei? A primeira escola onde lecionei foi a escola secundária da Gândara dos Olivais, seguiu-se a de Alcobaça, que era uma escola que tinha uma exploração agrícola. Depois, fui para o Oliveira do Hospital, finalmente, vinculei em Alcanena, onde fui efetivo-provisório, isto é, professor do Quadro de nomeação Provisória. No ano 1988-1989, vim para a Figueira da Foz, para a escola Dr. Bernardino Machado. Foi nessa altura que nasceu o meu filho. Depois fui para Odemira, a 375 quilómetros de casa. Foi nessa escola que eu efetivei em quadro de escola e onde permaneci e fiz o meu est...