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Por onde andam os nossos antigos alunos...


Catarina Fernandes encontra-se a frequentar o curso de Enfermagem na Universidade de Coimbra. Aqui fica a conversa que tivemos com ela.
Como foi a integração?

Catarina Fernandes
Uma vez que o meu curso abrange um largo número de estudantes (somos cerca de 350 caloiros), a integração foi, de certo modo, facilitada, sendo que tivemos a oportunidade de usufruir de 3 dias dedicados ao mesmo. A sensação de estarmos perdidos era bem visível em cada um de nós, o que seria bastante normal, visto que tínhamos acabado de entrar num mundo novo, totalmente desconhecido para a maioria. Todos procuravam fazer novas amizades, estabelecer contacto com caras novas, mas os professores bem como os alunos de anos superiores (designados por “doutores”) estavam lá para nos ajudar e tratar de garantir que a integração tivesse sucesso! Relativamente à integração na cidade, não estava habituada a frequentar transportes públicos todos os dias, mas é tudo uma questão de adaptação. O mais difícil para mim reside nas saudades da família… Embora partilhe casa com amigas, sinto bastantes saudades dos meus papás e da minha irmã!

Como são as aulas? Qual a diferença entre as aulas do secundário e aulas da universidade?

A diferença entre as aulas do secundário e da universidade é bastante evidente. O afeto e carinho estabelecidos com os professores do secundário, não tem lugar na universidade. As aulas são preenchidas por um grande número de alunos e cada um de nós é “só mais um”. As aulas são lecionadas em anfiteatros a um grande ritmo, o que nos dificulta na questão dos apontamentos (alguns desistem, e limitam-se a ouvir). As teórico-práticas já são com um número mais reduzido de alunos, algumas realizadas em salas de aula e outras em laboratório. Nas práticas laboratoriais, somos “postos à prova”. Somos dirigidos por uma enfermeira responsável por nos ensinar todos os procedimentos, onde treinamos com os nossos pacientes, que são bonecos! (Sinto saudades das aulas do secundário, aproveitem ao máximo enquanto ainda têm oportunidade!!)

Foram praxados? Qual a vossa opinião acerca das praxes?

Isso é uma questão que não se coloca no meu curso! Fomos praxados, durante umas longas semanas! Nos dias de integração, fomos alertados para o facto de que as piores praxes centravam-se no curso de enfermagem e, por esse motivo, fui com um certo receio para as primeiras…
No entanto, não passam de algumas brincadeiras que visam a integração dos caloiros. Algumas foram passadas na lama (nem sei como sobrevivi!), mas todas repletas de atividades umas mais engraçadas que outras. É uma ótima ocasião para fazer novas amizades, mas ninguém é obrigado a frequentar as praxes e só precisamos de respeitar e aceitar as opiniões dos outros.
A entrada num mundo universitário é, sem sombra de dúvidas, diferente. Desfrutem ao máximo do tempo que ainda têm na Joaquim de Carvalho! Desejo um ótimo trabalho a toda a equipa do Jornal Sinal!
Afonso Pereira, 7ºD
Daniela Costa, 7ºA

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