Avançar para o conteúdo principal

Entrevista a Maria Raimundo, Presidente da Associação de Estudantes


O Sinal foi conversar com a recém-eleita Presidente da Associação de Estudantes, Maria Raimundo, aluna do 12.º D, que simpaticamente se predispôs a responder às nossas perguntas.
Sinal - Por que motivo decidiste candidatar-te ao cargo de presidente da AE e o que significa este cargo para ti?
Maria Raimundo - Quero, em primeiro lugar, agradecer o vosso convite para responder a estas perguntas. Sinto-me lisonjeada enquanto Presidente da Associação de Estudantes da ESJC e também enquanto jovem figueirense.
Sempre me considerei uma pessoa altruísta e, simultaneamente, proativa. A preocupação com os que me rodeiam e o seu bem-estar aliados à minha vontade de querer sempre estar envolvida em projetos da comunidade culminaram na questão “Que posso fazer para tornar a minha escola num sítio mais acolhedor e mais dinâmico?”.  Afinal, é aqui que passamos a maior parte do nosso tempo. A decisão de criar uma lista para a Associação de Estudantes e, consequentemente, de me candidatar para a sua presidência foi, portanto, o caminho que senti que devia seguir.
S.- Qual o motivo da escolha do nome "Bet" e já agora porque optaram por um nome em inglês?
M. R. - De todos os nomes em que pensámos, escolhemos aquele que melhor refletia os nossos objetivos: apostar nos alunos, cuja voz e vontade devem  ser sempre tidas em consideração enquanto núcleo de qualquer comunidade escolar.
Traduzimos para “BET” por se tratar de uma palavra mais curta e fácil de lembrar, o que também permitiu criar o slogan “Wanna bet?” como a desafiar os nossos colegas a quererem, ao nosso lado, garantir que as suas necessidades seriam ouvidas.
S.- Quais foram os passos que reconheces terem sido determinantes para chegares à vitória?

M. R
. - Um dos passos que considerámos mais importantes (e que mantemos até hoje) para nos termos tornado uma Associação de Estudantes foi o foco na comunicação e em querermos envolver todos os alunos da ESJC naquele que foi e é o nosso projeto. Um dos propósitos do nosso projeto/lista - e agora da nossa Associação de Estudantes - é o de não excluir ninguém de nenhuma parte do processo. Todas as nossas atividades desde reuniões de planificação de ideias a angariação de fundos foram sempre comunicadas de forma transparente e integrante: a voz da Associação é a voz de todos. O facto de termos apostado e estreitado as relações entre alunos de diferentes anos de escolaridade, com experiências de vida e personalidades distintas foi o passo fulcral para garantir a nossa vitória e, acima de tudo, imortalizarmos momentos e amizades.
S.- A vossa equipa teve de lidar com imprevistos ao longo da campanha? Se sim, quais?
M. R. - Com toda a honestidade, se não houvesse algum até estranhávamos… Muitas das nossas atividades previstas contavam com a ajuda do bom tempo, mas tivemos de nos adaptar às condições meteorológicas dos três dias de campanha. Outra aventura foi a colocação dos cartazes. Mas como sempre ouvi dizer “não há problemas, só soluções” e as coisas, ainda que fugindo ao plano, acabaram por correr melhor do que esperávamos… Quase sempre!

S.
- Após o debate, contavam ganhar as eleições? Porquê?
M. R. - No meu entendimento, o debate foi interessante, dinâmico e o remate final entre duas listas que estavam preparadas para o desafio. O debate é o momento mais formal do processo e o nosso foi bastante equilibrado e cordial!
Mesmo ao fim de meses de preparação para três dias esgotantes de campanha, mantivemo-nos confiantes, seguros do que até ali representámos e de que, tal como defendemos desde o início,
apostámos na melhor visão que tínhamos para a nossa comunidade e associação.
S.- Qual foi a vossa reação quando perceberam que tinham ganhado as eleições?
M. R. - Transbordámos de felicidade! Depois de tanto trabalho, dedicação e esforço, sentimo-nos profundamente realizados quando percebemos que tínhamos ganhado as eleições. Sentimos que a vitória foi merecida e  recompensados.
S.- Que dificuldades encontraram na obtenção de patrocínios?
M. R. - Deparámo-nos com bastante desconfiança. Hoje em dia, as empresas ou até as pequenas lojas, não conseguem perceber o conceito de uma associação de estudantes e, simultaneamente, pensam que podem ser burlas ou algum tipo de esquema e recusam-se a ajudar… Isto porque é também difícil justificarmos a campanha que fazemos enquanto jovens em contexto escolar. Ainda assim, conseguimos alguns patrocínios, muitos deles que já tinham estabelecido alguma parceria com associações anteriores, pelo que era entendido que a sua ajuda não era em vão, antes pelo contrário.
S.- Quais as medidas que tens a certeza que vão conseguir concretizar ao longo deste ano?
M. R. - Todas as nossas bases programáticas são diferentes. Umas têm um  caráter lúdico, como é o caso de Bailes, do Sarau cultural, Podcast e Celebração de datas comemorativas (que com certeza serão mais fáceis de organizar). Outras assumem um caráter pedagógico como, por exemplo, Palestras sobre diversos temas, ida à Futurália e visitas a universidades que, a meu ver, requerem mais tempo, organização e diálogo de forma a garantir que as oportunidades chegam a todos os alunos.
Independentemente disto, todas as bases são sempre bem estudadas, estruturadas e propostas, até porque em algumas situações não depende apenas da A.E.  ou da nossa vontade de as concretizar. Não obstante, é nosso dever fazer sempre o que estiver ao nosso alcance.
S.- O que podemos esperar da AE?
M. R. - Os alunos podem esperar apoio de uma AE próxima, ativa e responsável.
Vamos ser o porta-voz das ideias e das preocupações, de forma a representar cada um dos alunos da nossa comunidade e trabalhar em prol da melhoria da nossa escola e da vida escolar. Procuraremos promover a participação, a integração, a união e as relações entre alunos e escola, proporcionando um ambiente mais dinâmico e inclusivo.
S.- Que mensagem gostarias de deixar à comunidade escolar?
M. R. - Cada aluno, professor, funcionário e membro da direção desempenha um papel fundamental na identidade da nossa escola. É através do esforço coletivo, do respeito mútuo e da cooperação diária que conseguimos criar um ambiente saudável, motivador e propício à aprendizagem.
Enquanto Presidente da Associação de Estudantes, é  meu compromisso representar todos os alunos com seriedade, transparência e dedicação. A nossa missão é ouvir as ideias, preocupações e sugestões de todo e qualquer aluno, dar-lhes voz e transformá-las em ações concretas que contribuam para uma escola mais justa, participativa e dinâmica.
Queremos promover uma cultura de união, inclusão e diálogo, onde cada estudante se sinta valorizado, respeitado e motivado a participar ativamente na vida escolar. Acredito que uma escola melhor se constrói com a participação de todos, através do envolvimento, da criatividade e do espírito de entreajuda.
Convido-vos a fazer parte deste caminho. A Associação de Estudantes está aberta a todos, porque só juntos conseguiremos crescer, evoluir e tornar a nossa escola um lugar cada vez melhor.
Obrigada pela confiança.
Flor Meneses  12.ºF
Isadora Afonso 12.ºF




Comentários

Mensagens populares deste blogue

À Conversa com...Margarida Bessone

O Sinal foi conversar com a professora Margarida Bessone que, durante 40 anos, foi professora nesta escola e que acaba de se aposentar. Sinal: Por que decidiu ser professora? Margarida Bessone: Sempre gostei de português e francês, aliás eram as minhas disciplinas preferidas. Ainda ponderei a hipótese de seguir Psicologia, mas era preciso Matemática e isso estava fora de  questão. Sempre gostei muito de literatura, lia horas a fio. O ensino foi uma escolha natural. S.: Que balanço faz da sua vida como docente? M.B.: É um balanço muito positivo. Gostei sempre muito da minha profissão. A certa altura pensei que se não tivesse sido professora teria sido atriz, mas no meu tempo de rapariga essa opção era impensável, pois havia um certo preconceito face à profissão:teria de sair de casa e ir para um ambiente totalmente diferente. Apesar disso, gostei sempre muito de dar aulas, de ensinar, de ver os progressos dos alunos. Às vezes, quando encontro antigos alunos, recordamos em conjunto ...

Histórias Multissensoriais

O projeto “Histórias Multissensoriais” tem como objetivo capacitar e enriquecer o percurso escolar dos alunos com necessidades especificas, ajudando-os a alcançar todo o seu potencial, independentemente das suas limitações. Deste modo, os alunos do 10ºJ, 10º G e 12ºF da UAMS, valência do CAA da Escola Secundária Dr Joaquim de Carvalho, acompanhados pelas professoras de educação especial dinamizadoras do projeto e terapeuta ocupacional, usaram os seus sentidos para contar histórias inclusivas junto dos seus pares nas escolas do concelho, nomeadamente, agrupamento de escolas da Figueira Mar (escola Infante D. Pedro, agrupamento da Zona Urbana (escola Dr João de Barros) e agrupamento de escolas do Paião (escola Dr. Pedrosa Veríssimo). Nesta atividade há ainda a salientar o fantástico convívio e partilha! Valorizar as diferenças é a chave para um mundo onde todos os talentos são celebrados.  

Joaquim de Carvalho no 18.º Campeonato Nacional de Jogos Matemáticos.

Foram 1812 os estudantes de todo o país que participaram, na Universidade de Aveiro, na fase final do Campeonato Nacional de Jogos Matemáticos, que se realizou no dia 14 de março de 2025, Dia Internacional da Matemática e Dia do Pi. Após provas de seleção no Clube de Matemática, a Escola Secundária Dr. Joaquim de Carvalho participou com o máximo de alunos permitido (três alunos nos jogos do 3.º CEB e três alunos nos jogos do ES), a saber: David Marchão, 8.º B (Dominório); Jorge Guerra, 8.º B (Atari Go); Miguel Perdigoto, 8.º B (Produto); Erik Garcês, 10.º A (Nex); Rayan Moretti, 10.º A (Produto) e Timéo Fernando, 11.º A (Atari Go). Apesar de nenhum dos alunos ter ficado apurado para a final, a sua participação foi bastante positiva com a escola a alcançar honrosos lugares nos torneios realizados, resultantes do forte empenho e motivação que sempre demonstraram durante a preparação na escola e na competição final (um quarto lugar, dois sétimos lugares e um oitavo lugar, numa seriação qu...