
Jornal Sinal foi entrevistar o Dr. Carlos Santos, diretor cessante da escola Secundária dr. Joaquim de Carvalho. Para já ficam algumas notas biográficas.
Nasceu na Figueira da Foz e estudou nesta escola. Licenciou-se em Filosofia na FLUC. É casado, e pai de dois filhos, que também foram alunos da nossa escola. Lecionou em diferentes escolas secundárias, como o próprio explica.
Carlos Santos - Por onde é que eu andei?
A primeira escola onde lecionei foi a escola secundária da Gândara dos Olivais, seguiu-se a de Alcobaça, que era uma escola que tinha uma exploração agrícola. Depois, fui para o Oliveira do Hospital, finalmente, vinculei em Alcanena, onde fui efetivo-provisório, isto é, professor do Quadro de nomeação Provisória.
No ano 1988-1989, vim para a Figueira da Foz, para a escola Dr. Bernardino Machado. Foi nessa altura que nasceu o meu filho. Depois fui para Odemira, a 375 quilómetros de casa.
Foi nessa escola que eu efetivei em quadro de escola e onde permaneci e fiz o meu estágio em 1990-1991. Em 1991-92 fiquei na escola secundária de Albufeira.
Nos anos seguintes, passei pelas escolas de Porto de Mós, Guia e Figueira da Foz.
Em 1996-97 vim lecionar nesta escola, até o momento presente. No ano seguinte, entrei para o Conselho Diretivo e desde então tenho estado sempre na direção.
Estive dois anos como vogal do Conselho Diretivo. Dez anos como vice-presidente do Conselho Executivo, meio ano como subdiretor e outro meio ano como subdiretor com funções de diretor. Finalmente, 16 anos como diretor. Ou seja, de 1997 até agora, estamos a falar de cerca de 29 anos. Conheço esta escola, por dentro e por fora.
Esqueci-me de referir um acontecimento, também ele importante. Em 1989-90, quando fui para a Odemira, passadas três semanas, fui para o Conselho Diretivo. Foi a minha primeira experiência na direção. Porquê? Porque a escola de Odemira era uma escola do Alentejo, nessa altura estávamos a assistir ao crescimento da escolaridade obrigatória, o chamado ensino unificado, e havia muita falta de professores.
Ou seja, em 1989-90, já estávamos a sentir aquilo que, infelizmente, estamos a voltar a sentir neste momento, que é a dificuldade de termos um número de professores que satisfaça a necessidade das escolas. Eu lembro-me que, na altura, quando fui para o Conselho Diretivo, por acaso, havia aqui um colega meu de Filosofia que não tinha lugar e levei-o para Odemira porque não havia ninguém para me substituir, enquanto professor de Filosofia. E era uma escola onde, na altura, 60% do corpo docente não tinha habilitação profissional, não eram profissionalizados, e 40% não tinha habilitação própria., tinham habilitação suficiente ou mínima.
Agora, estamos a chegar a uma situação muito próxima disso, embora agora se exija habilitação profissional e habilitação própria. Ainda não chegámos à habilitação suficiente, mas… está a caminho.
C.S. - Devo dizer-vos que nunca me passou pela cabeça, mesmo depois de estar um ano no Conselho Diretivo de Odemira - onde devíamos ser cinco e éramos só dois - nunca me passou pela cabeça, dizia eu, alguma vez vir para a Figueira e ser elemento da direção da escola.
E em 1997, já não me lembro bem, talvez em abril, o Dr. Pedro Roque, na altura Presidente do Conselho Diretivo da Joaquim de Carvalho, veio convidar-me.
Eu nunca recusei nenhum desafio. Mas, como sempre, falei com a minha mulher sobre o que ela achava e ela, também como sempre, disse “Tu é que sabes, aquilo que tu decidires, para mim está tudo bem”.
Eu, na altura, decidi, aceitar o convite. E fiquei com uma área que ainda hoje me é muito cara, de que eu gosto muito, que foi exatamente a área de alunos.
Ou seja, acabei por vir substituir uma pessoa que as vossas professoras conhecem muito bem, que é uma joia, uma pessoa que eu adorava, a professora Assunção Seiça, que tinha exatamente a área de alunos a seu cargo.
Comecei, por aí, a aprender bastante. Esta área permitiu-me relacionar-me, não apenas com alunos, mas também com os colegas, com os pais e outros elementos da comunidade. E eu sempre gostei muito de me relacionar com as pessoas, portanto, senti-me sempre motivado para isso. Quando, ao fim desses dois anos, a gestão mudou, passou de Conselho Diretivo para Conselho Executivo, o Dr. Carlos Monteiro, que também fazia parte do Conselho Diretivo, depois de termos saído, falou comigo, se eu estaria disponível para, em conjunto, podermos avançar com uma lista para o Conselho Executivo. Tive o cuidado de falar com o professor Pedro Roque, do Conselho Diretivo cessante, que me tinha convidado a mim, para saber se ele iria ou não avançar para o Conselho Executivo. Disse-me que não. Eu senti-me perfeitamente à vontade para dizer ao Dr. Carlos Monteiro, sim, senhor, avancemos. E avançámos.
E avançámos com outra colega nossa, a Dra. Odete Albergaria, e depois com os assessores. Mas éramos nós os três, um presidente e dois vice-presidentes. O presidente, que era o Dr. Carlos Monteiro, e os vice-presidentes, que éramos eu e a Dr.ª Odete.
A Dr.ª Clara Abreu ficou como assessora assim como a Dr.ª Isabel Martinho e o Dr. Calado. Assegurámos três mandatos de três anos, sempre submetido a eleições. Na altura, quem nos elegia eram os representantes dos alunos, pais, os professores e os funcionários. Mas o último mandato foi prolongado por mais um ano para dar início à passagem para o Conselho Geral Provisório que teve a tarefa de preparar o concurso para diretor.
A partir de 2009, o Dr. Carlos Monteiro, que foi o primeiro diretor da escola, eleito em abril, nomeou-me como subdiretor. Ele saiu em outubro, e eu, enquanto subdiretor, assumi as funções dele. Era um cargo de subdiretor com funções de diretor, que durou até à altura em que me candidatei e fui eleito, se não me engano, a 1 ou a 2 de março de 2010, como diretor.
Lembro-me que o meu lema era este: A minha vontade de vencer este obstáculo, que é ir para diretor, é mais forte do que o medo de o enfrentar. Na verdade, eu tinha imenso receio de enfrentar este cargo. Porquê? Porque uma coisa é ser diretor e outra é ser presidente do conselho executivo. Mas a vontade de ultrapassar este obstáculo e de o vencer foi superior ao medo de o enfrentar.
E, portanto, assumi o cargo a partir daí, com a equipa que estava. Posteriormente, com a saída das pessoas, por aposentação, fui-as substituindo por outras que se coadunavam com a minha maneira de ser e a minha maneira de estar e de liderar a escola.
Sinal - Para si, era indiferente ter sido diretor nesta ou noutra escola?
C.S. - Não. Não era indiferente. Não estou a dizer que, se estivesse numa outra escola, que não poderia, também, assumir estas funções, da mesma maneira que cheguei a Odemira, uma escola que eu não conhecia de parte nenhuma e as assumi. Mas, para mim, aqui, a motivação era maior. Porquê? Porque foi aqui que eu estudei. Foi aqui que a minha mulher também estudou, foi aqui que, mais tarde, também, os meus filhos estudaram. E, portanto, esta escola sempre foi aquela que eu considerei a minha/ nossa escola.É uma escola a que eu me refiro desde 1975 e à qual me continuarei a referir até que o coração pare.
Sinal - E qual foi a situação mais difícil que já enfrentou, enquanto diretor?
C.S. - Foi uma situação em que uma encarregada de educação me acusou de favorecer a violência dos homens sobre as mulheres. Foi uma situação muito complicada, na altura, durante uma série de dias, sem que a maior parte das pessoas tenha tomado conhecimento daquilo que, efetivamente, se passou.
Não vou dizer-vos quem é. São momentos infelizes por que todos nós passamos.
Mas dois anos mais tarde, qual não foi o meu espanto quando essa mesma encarregada de educação me veio dar-me os parabéns pelo apoio que eu tinha dado à iniciativa das Escolíadas. Acrescentou que se não fosse eu, nada daquilo teria sido possível. E eu só respondi que, vindo dela, era um duplo elogio.
Esta foi uma das situações mais complicadas que eu enfrentei até hoje.
C.S. - Houve meia dúzia de situações que têm a sua piada e, ao mesmo tempo, mostram que realmente a nossa escola é uma escola sui generis. É uma escola especial. Não estou a dizer que é melhor do que as outras, mas é uma escola especial. Houve meia dúzia de situações de alunos “problemáticos”.
Estou-me a lembrar de um, em particular, já há alguns anos, e ainda cá estava uma nossa colega que infelizmente já faleceu, que era a Dra. Joselina Banca. Tratava-se de um aluno que lhe fazia a “vida negra”, aliás fazia a “vida negra” aos professores. E eu, na altura, dizia “Olha lá, vê se apanhas juízo de uma vez por todas. Isto não faz sentido.” Este aluno foi viver para o Luxemburgo. Ele estava, na altura, no 9º ano.
Passados dois ou três anos, disseram-me “Está aqui um aluno que gostaria de o cumprimentar.” Era ele, que me disse o seguinte: “Vim aqui para falar com duas pessoas. Primeiro, consigo. Peço desculpa por tudo aquilo que eu fiz aqui. Em segundo lugar com a Dra. Joselina. Quero falar com ela, exatamente pela mesma razão porque estou a falar consigo.”
Pedi então à Dra. Joselina que viesse ao meu gabinete. Quando ela desceu e o avistou, exclamou “Oh, meu Deus! És tu?!” E ele dirigiu-se a ela, abraçou-a e deu-lhe um beijo. E disse “Peço perdão. Aquilo que eu lhe fiz não se fazia, mas perdoe-me.” Eu sorri porque achei interessantíssimo - Não tinha maturidade e passou a ter. Mas como este, houve mais dois ou três casos.
E há outras coisas que me alegram muito, que me fazem sorrir quando passo na rua. E, às vezes, passo por aqueles alunos que foram mais “problemáticos” e, se porventura não os vejo, são eles que me interpelam e que me vêm dar um abraço. É isto que me faz sentir bem. É sinal de que valeu a pena quando as pessoas realmente nos reconhecem e vêm ter connosco, ao invés de nos evitarem.
Eu costumo dizer que conheço 20% das pessoas que me conhecem a mim. Ora, se as pessoas depois vêm ter comigo, é sinal de que, de uma forma ou de outra, a minha atitude, a minha postura, acabou por ter um mínimo de significado na sua vida, num determinado momento.
E isso é o mais importante. E é isso que também os vossos professores sentem quando vocês não estão por cá. Já não falo de quando cá estão.
Mas não estão por cá, vêm cá e querem falar com eles. Ou os encontram na rua e vão ter com eles. Ou em outros contextos. Ou seja, comunicam com eles. Isso é vale mais do que qualquer aumento de vencimento. Isso mostra que realmente nós fomos importantes na vida dos nossos alunos.
Há muitos anos que não tenho nenhuma turma, mas tenho todos os alunos. Tenho-os todos, de uma outra forma.
E portanto, quando eles, depois, vêm ter comigo ou aparecem, independentemente de eu lhes ter dado uma reprimenda, acho que isso é importantíssimo. E essas são as situações que me fazem sorrir.
Sinal - Sente que ao longo destes últimos oito anos cumpriu os objetivos que traçou?
C.S. - Se alguém alguma vez ficar plenamente satisfeito, extasiado com aquilo que fez, é sinal que no dia seguinte “faleceu”.
Ser descontente é ser homem, lembram-se? Eu tenho as minhas metas, pretendo alcançar determinados objetivos, concretizá-los. Mas, a seguir, é preciso mais. Muitas vezes é necessário redefini-los, portanto, temos de ter sempre motivação para continuar, motivação para melhorar, motivação para fazer melhor, quanto mais não seja, porque todos os anos aparecem pessoas novas na escola, e as pessoas novas trazem oportunidades novas, problemas novos e, por isso mesmo, novos desafios.
Eu nunca me senti plenamente realizado com o que fiz pois há sempre algo mais a fazer, mas nunca me arrependi das decisões que tomei até hoje. Porquê? Porque foram tomadas num determinado contexto e nele as entendi como as mais apropriadas.
Sinal- Então, que balanço faz desta sua longa experiência de gestão/direção escolar?
C.S. - Um balanço positivo. Sinto-me mais pessoa, sinto-me mais humano, sinto-me, por outro lado, mais humilde do que era há 20 anos, ou há 16, ou há 8, ou o ano passado. É uma aprendizagem pessoal. Há coisas para as quais hoje já não tenho paciência, mas há outras para as quais eu não tinha paciência e hoje tenho toda a paciência do mundo porque acho que essas são as mais significativas, porque são aquelas que dizem respeito à felicidade das pessoas. Tudo aquilo que pode promover a felicidade e o bem-estar das pessoas é o mais significativo. Confesso ter cada vez menos paciência para aquelas situações que não fazem sentido absolutamente nenhum, mas para as outras cada vez tenho mais paciência, independentemente de eu me dar melhor ou pior, de ter mais ou menos afetividade, ou preferência ou não preferência (ninguém é obrigado a gostar de ninguém!), mas para mim, enquanto diretor, gosto de tratar todas as pessoas da mesma forma. Ou seja, equitativamente e aproveitar tudo o que essas pessoas podem trazer de contributo positivo para a escola. É claro que para isso é preciso que todas se “alimentem” e o grande desafio qual é? É procurar dar a todas as pessoas uma refeição que minimamente as satisfaça, sabendo que há aqueles que são muito “esquisitos” e uma refeição que pode ser mais ou menos significativa para 80% das pessoas, há 20% que não gostam dela. Eu tenho de garantir que elas comem, porque se não comerem não têm energia. Se não tiverem energia, não dão seu melhor, e por isso eu tenho de encontrar uma “refeição” alternativa para essas pessoas.
Sinal- Sabemos que vai reformar-se em breve. Com que disposição encara essa nova fase da sua vida?
C.S. - Ótima disposição! Estou cansado, muito cansado. Notei que estava cansado quando há uns tempos comecei a sentir necessidade de estar sozinho (não estou a dizer que estou farto das pessoas, não é isso), mas quando sinto essa necessidade de, em determinados momentos, olhar para a paisagem, de ver … às vezes nem sequer gosto de ouvir música como costumava fazer quando corria, isto significa que estou realmente muito cansado. Isso leva-me a pensar que vem aí uma nova etapa em que eu finalmente posso dispor de mim. Não estou a dizer que vou deixar de pensar nos outros ou de me preocupar com eles. Não estou a dizer que vou deixar de colaborar com a escola, mas que finalmente vou poder pensa, em primeiro lugar em mim. Porque já há muitos, muitos anos que não penso, apesar do que algumas pessoas julgam, em primeiro lugar, em mim. Eu penso sempre em primeiro lugar na escola. Para mim, a escola está acima de tudo. E a escola não é só um edifício, mas as pessoas, todas elas. Espero conseguir atingir um determinado patamar em que, ainda com alguma saúde, consiga não ter problemas e dedicar-me a mim e a passear, a ver, pensando nas coisas, escrevendo aquilo que me apetecer, lendo o que conseguir - eu confesso que nestes anos todos só li “meia dúzia” de livros até ao fim. Iniciei muitos, mas terminei “meia dúzia”. Espero agora conseguir terminar todos os que iniciei, espero começar a inventar umas histórias como fiz quando a minha filha andava no infantário. Talvez seja altura de explorar novamente esta veia artística. Ou seja, quero fazer aquilo que me aprouver. Vejo esta nova etapa numa perspetiva muito positiva. Vou ter saudades da escola, vou ter saudades do cargo que ocupei. Ainda vou estar aqui cerca de três meses que vão ser os três meses mais difíceis da minha vida na escola. Porquê? Não vou ser o diretor e vou estar cá. Não gosto porque não gosto de ser sombra, mas por outro lado estarei sempre disponível para apoiar quem assumir o cargo, o mais possível à distância porque o pior que pode haver é alguém assumir o cargo e ver lá a sombra de quem esteve antes. No dia 1 de agosto, se tudo correr bem, embora só vá sentir isso no dia 1 de setembro, sentir-me-ei liberto. Não estou a dizer que encaro isto como uma prisão, sentir-me-ei liberto de uma série de problemas mas também com uma “carrada” de saudades.
O dia 17 de abril será o meu último como diretor, será a tomada de posse do/a novo/a diretor/a e também o aniversário da escola.
Sinal- A partir de setembro disporá de mais tempo. Como tenciona preenchê-lo? Tem planos de que nos possa falar?
C.S. - Quero escrever, como já vos disse. Quero escrever, quero passear, quero ir ver o meu neto que está a 4500 quilómetros, em Helsínquia, na Finlândia. Claro, de vez em quando, vou passar por aqui e continuar a fazer as minhas caminhadas. A minha mulher daqui a um ou dois anos também se vai aposentar. Ainda andei com ideias de comprar uma casa no campo, mas da maneira como as coisas estão já perdi essas ideias. Eu gosto muito de passear, é das coisas que mais gosto e posso dizer-vos que aquilo que me tem permitido ter alguma sanidade mental é programar as minhas férias com muita antecedência (por vezes um ano) e depois ficar naquela agradável expectativa da sua concretização. Entretanto, faço duas ou três saídas – no Carnaval, na Páscoa, quando faço anos de casado. Programar estas saídas é o que me vai dando alento para lidar com os aspetos menos bons que, cada vez mais, estão presentes na vida de um diretor de escola. Cada ano que passa é cada vez mais difícil desempenhar o cargo de diretor. Nós, diretores, estamos cada vez mais expostos: temos uma tutela que está constantemente a elogiar-nos, mas também constantemente a exigir de nós e a “inspecionar-nos”; e que não nos perdoa a mínima falha. Isto também se aplica a todos os professores. No entanto, considero que a profissão de professor é uma das duas mais importantes. A outra é a de médico. O professor forma, está nas suas mãos o desenvolvimento dos alunos, a formação da sua personalidade, a educação para a cidadania, entre outras vertentes. Só que isso só se vê a longo prazo; está nas mãos do médico a saúde mais imediata. “Mente sã em corpo são” é uma máxima que pressupõe um bom professor e um bom médico. São as duas profissões, sem qualquer desprimor para as outras, que qualquer sociedade que se pretende desenvolvida não pode descurar. Portanto, um país que não aposte na educação e na saúde está condenado. Por isso temos de dignificar quem realmente trabalha e dá o seu melhor. Fico sempre muito revoltado quando vejo jovens da vossa idade ou com menos dois ou três anos a boicotar as aulas. Embora compreenda a irreverência da juventude, não compreendo a falta de respeito. Para isso é que também já me vai faltando a paciência.Sinal - Sr. Diretor, agradecemos a sua disponibilidade para nos receber. Foi um momento de agradável partilha, gostámos imenso de o ouvir e desejamos-lhe as maiores felicidades na nova etapa da sua vida que se inicia no dia 17 de abril. Até sempre!
Flor Meneses 12.ºF
Isadora Afonso 12.ºF




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